Você visita o site de uma empresa e dá de cara com a frase: “clique aqui para fazer seu cadrasto”. Ou recebe uma tabela de preços com abreviações indecifráveis e códigos intergalácticos. Qual ideia você formará ao receber de uma empresa um orçamento ou projeto com erros de digitação, ortográficos ou gramaticais ?
Muitas pessoas julgam escrever suficientemente bem e acham dispensável a contratação de pessoas especializadas para auxiliar na elaboração de textos. Mas vários pontos passam despercebidos e acabam afetando a qualidade do trabalho. O seu leitor/cliente pode ter uma primeira impressão não muito boa se lhe for apresentado um texto confuso, com erros gramaticais ou ortográficos, evidenciando uma falta de cuidados ao divulgar informações e desatenção aos detalhes.
O autor, devido à sua familiaridade com o assunto e proximidade ao texto, quase sempre comete lapsos e equívocos que ele próprio não identifica em sucessivas leituras de seu trabalho.
Os revisores profissionais trabalham melhor se o texto lhes for entregue “pronto”, inteiro, de forma que depois de revisado não sofra mais modificações. A última fase será a conferência por parte do autor das interferências do revisor, para verificar se suas intenções e ideias foram corretamente interpretadas.Públio Athayde
Agências -
Muitas produtoras trabalham colocando no ar o conteúdo passado pelo cliente. Outras cuidam do texto, adaptando-o a técnicas de redação para internet. Nas duas opções, sempre se corre o risco de os erros de português aparecerem na tela, prejudicando o projeto e dificultando o retorno do investimento.
Se levarmos em consideração o preço total de um projeto, a contratação de um redator especializado ou mesmo de um revisor final (e também para as atualizações) não será tão grande. Com certeza, será menor do que o investimento em tecnologia e design, por exemplo.
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Conheço uma empresa em que, sem brincadeira, o responsável pela publicação da revista corporativa lê as matérias trocando vírgulas por pontos finais, em seguida, passa para um subordinado fazer uma segunda leitura, substituindo os pontos finais dos quais discordar por vírgulas, e, a isso, chamam “revisão”. É sério. Em uma outra, os profissionais crêem que revisar o texto seja algo para todos “meterem os bicos”, dando “palpites” e emitindo “opiniões”; nesta, o texto sempre “está bom para publicar” quando o “gerente de marketing”, responsável, proclama: “eu acho que tá bom”. É… Meu amigo, num país de analfabetos funcionais bem empregados, os revisores profissionais concorrem com “as opiniões do chefe” e com o “eu acho que assim fica melhor”. Abraços!
Cláudio, muitos revisores acreditam que revisar é modificar, reescrever o texto. Não é bem assim. Isso depende muito do autor e do tipo de serviço para que se é contratado. Agora essa dos pontos…eheheh. Esse tipo de “revisão” eu não conhecia.
Abraços
Não me espantei com o põe e tira as vírgulas, com o «eu acho que assim fica melhor»; acrescento o «assim também se lê», «tantas vírgulas fazem soluçar ao ler o texto», «caixa baixa, caixa alta, tudo se lê», de entre tantas outras barbaridades… Sinto isso, como profissional, há já largos anos, asim como a ignorância de quem pensa poder dar «palpites» no trabalho de revisão só porque sim, porque se acha que fica melhor… e porque já não há tempo, tem de publicar-se… E os resultados são de arrepiar, quer seja na imprensa, multimédia, publicidade, etc.